Albert Karaziwan, a biometria no coração das questões de segurança internacional

Qual é esta nova tecnologia chamada biometria e como é ela utilizada na segurança das fronteiras hoje em dia ?

Para nos ajudar a responder a estas interrogações, o Senhor Albert Karaziwan, diretor-geral do grupo Semlex explica-nos de que modo o seu grupo, que se tornou líder no mercado internacional dos documentos de identidade biométricos, soube propor soluções adaptadas aos Governos e às instituições com as quais eles trabalham diariamente.

O princípio que está na base da biometria é permitir identificar um indivíduo graças a um conjunto de dados específicos para cada um como os olhos, as impressões digitais, a voz e a caligrafia. Essas informações são guardadas num sistema ligado a uma rede que resulta no reconhecimento individual por comparação de duas informações características colhidas em dois momentos diferentes. Compreendemos então que o desenvolvimento desta tecnologia, para além de se ter tornado possível graças ao progresso da tecnologia digital e sensorial, tenha sido alvo de uma obsessão por parte do Governo americano na sequência dos atentados de 11 de Setembro 2001 e face à escalada da ameaça terrorista no resto do Mundo, sem contar com uma criminalidade internacional crescente e um sentimento generalizado de insegurança.

O tipo de tecnologia biométrica usada pelo grupo Semlex assemelha-se aos sistemas ditos fisiológicos, baseados nas características humanas, o outro grande grupo sendo o da análise comportamental. Como nos indica Albert Karaziwan, o sistema biométrico em rede ou sistema BNS criado pelo grupo Semlex oferece aos seus clientes uma solução “chave na mão” para produzir uma panóplia de documentos de identidade oficiais como o passaporte, o visa, a carta de condução, o visto de trabalho, etc. Desde a instalação do sistema em rede nos computadores dos clientes até à formação do pessoal e à manutenção das máquinas colocadas à disposição, a Semlex acompanha cada parceiro de A a Z aquando da colocação em funcionamento de tal base de dados.

Até hoje, 20 países já escolheram o grupo Semlex para gerar a autenticação dos indivíduos nos postos fronteiriços e dar-lhes autorização de entrada e saída do território nacional, entre eles, Moçambique, as Comores, Madagáscar, a República centro-africana, e a Guiné Equatorial, o que faz do grupo fundado por Albert Karaziwan, o percursor da chegada da biometria no continente africano. Já deve ter percebido, toda a questão desta nova tecnologia biométrica reside na luta contra a fraude identitária aquando da passagem das fronteiras ou dos controlos de identidade aleatórios.

Numerosos debates e polémicas se levantam em torno do mérito desta tecnologia apear das numerosas vantagens que representa em termos de conforto e de segurança. No entanto, as aplicações propostas pela Semlex em termos de soluções biométricas fazem questão de respeitar a vida privada. O que parece ser uma certeza é que esta tecnologia é considerada essencial na proteção dos países, como o prova a participação da empresa Semlex representada anualmente pelo Albert Karaziwan nas assembleias gerais da agência Interpol. A próxima edição terá lugar do dia 4 ao 7 de Novembro de 2014 no Mónaco.